O MEU TEMPO

PALAVRAS DO PROFESSOR

Meu tempo e o tempo dos outros

“Meu tempo” consiste em uma expressão sem o devido valor singular sugerido pela sintaxe e semântica das palavras.
Meu tempo pode ser compreendido como resultado de algo inter-relacionado ao passado, presente e futuro. O período que eu sequer existia já me tocava. Isso quer dizer que meus antepassados, e os outros, influenciaram diretamente meu tempo (realidades).
Todos fazemos ou deixamos de fazer diversas coisas: ações importantes e menos relevantes. Desta forma, cabe entender que a influência é exercida uns sobre os outros e acontece de qualquer maneira — agindo ou deixando de atuar. Na dinâmica da existência a neutralidade não existe. Sempre tem alguém sendo atingido, impactado pelos sujeitos da existência, quer seja o sujeito passivo ou ativo. O que difere, quanto aos impactos, é que os primeiros: filhos (as), família, são alcançados em primeiro lugar e, em seguida, os outros. Os quais compreendem todo o contexto local, o pátrio e abrange, ainda, os outros de fora das fronteiras.
A sociedade é constituída por “células, agrupamentos menores, micro (famílias) e macro: bairros, povoados, cidades, estados e países. Em cada uma dessas realidades, principalmente nas famílias, há, naturalmente, pela força da existência, responsabilidades hierárquicas impostas não por ordens de comandos, senão por lógica natural — pais, filhos...
Diante de toda dinâmica da existência, os feitos ou não feitos e até mesmo o ignorado consiste no efeito da física e mais um pouco, pois a força que vai volta, a inércia também tem resultado, e o mais um pouco consiste no que deixou de ser feito. O que não foi feito passará a existir como agente antagônico da estagnação contrário ao progresso, pois não fazer nada também é uma ação: — O que você está fazendo ou tem feito? — Não estou fazendo nada!
Veja que o nada consiste em um feito de não fazer nada. Portanto, quem faz nada traz à existência diversas realidades ruins (antagônicas) para si mesmo e para os outros, as gerações futuras.
Como está tua vida? Para entender pense nos outros que lhe antecederam, primeiramente nos da tua linhagem e depois nos outros. Nesta refutação é primordial entender que você é outro aos olhos dos outros. Você faz parte dos outros. Você vive em função dos outros, que existe e influencia a existência dos outros, o outro que ajuda os outros, ou que atrapalha os outros, que faz felicidades e é feliz por interferência natural da outra, das outras, dos outros que sempre fazem alguma coisa mesmo quando não fazem nada.
Autor: Juarez Quirino da Silva.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

CAIADO OU MARCONI QUEM SAIRÁ VITORIOSO NESSE DUELO DE GIGANTES

MOVIMENTAÇÕES POLÍTICAS DE AGUAS LINDAS DE GOIAS E ENTORNO DO DF

SINDISPMAL